Rosângela Dias Viana, de aproximadamente 40 anos, foi encontrada morta na manhã de ontem (6), em uma quitinete na qual residia, localizada na Rua Nossa Senhora do Carmo, nº 23, no Coroadinho. O corpo da mulher foi localizado pela dona do imóvel, Maria Lúcia, após ter sentido falta da vítima.
“Não ouvi a voz de Rosângela, e resolvi bater no quarto, mas ela não respondeu. Eu tinha uma cópia da chave, abri o quatro e encontrei ela nua e ensanguentada no chão”, contou Maria Lúcia.
Rosangelo Dias degolada_foto Gferreira (33)
Hermelindo foi preso e autuado em flagrante pela prática do crime. (G. Ferreira)
As polícias Militar e Civil foram acionadas para preservar o local e a cena do crime.
O delegado Jaligson Alan Freire, titular do 10º Distrito Policial, do Bom Jesus, esteve no local para fazer os primeiros levantamentos. Ele informou que a vítima foi assassinada com um corte profundo, na região da garganta. “Infelizmente, foi mais um homicídio que acontece em São Luís. Estamos investigando o caso para descobrir o autor”, afirmou o delegado.
Segundo populares, Rosângela seria mulher de programa e foi vista, pela última vez, na noite de terça-feira (4), quando entrou na quitinete com um homem conhecido como “Magão”, que seria um dos seus clientes.
rosangela 2
Peritos do Icrim fazem os levantamentos no local da morte de Rosângela Dias
O corpo de Rosângela foi removido para Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames cadavéricos.
Prisão do suspeito – No final da manhã de ontem, o confeiteiro Hermelindo Serra Lindoso, de 48 anos, foi preso minutos após o crime em seu local de trabalho. A abordagem policial ocorreu em uma padaria, situada na Rua do Passeio, no Centro.
Segundo o delegado Jaligson Freire, o suspeito mantinha uma relação estável com outra pessoa e se relacionava com a vítima, o que levanta a suspeita de se tratar de um crime passional.
Hermelindo Serra reside na Rua São José, casa 36, no Coroadinho. Ele foi autuado em flagrante por homicídio duplamente qualificado e conduzido ao Centro de Triagem, em Pedrinhas.
POR VALQUÍRIA FERREIRA E JULLY CAMILO