‘Me senti traída’, diz mãe de menino assassinado por manicure em Barra do Piraí
Heraldo de Souza Bichara Júnior abraça a mulher Aline Eiras Sant’Ana
Bichara no enterro do filho do casal, João Felipe, de 6 anos, morto pela
manicure em Barra do Piraí
Foto: João Marcos Coelho / Diário do Vale
Um relato à polícia dado a portas fechadas sobre a manicure Suzana do
Carmo de Oliveira Figueiredo, assassina confessa de João Felipe Eiras
Bichara, de 6 anos, asfixiado na segunda-feira num quarto do Hotel São
Luís, em Barra do Piraí, teve tom de desabafo. A mãe do menino, a
empresária Aline Eiras Sant‘Ana Bichara, de 38 anos, intercalava com
lágrimas os detalhes sobre a relação de amizade com a manicure,
cultivada em três anos de convivência: “Me senti traída”, contou. Num
depoimento de cerca de duas horas, registrado na tarde desta
terça-feira na 88ª DP (Barra do Piraí), Aline disse que considerava a
mulher que matou o seu filho como uma pessoa íntima. — Ela falava
com a manicure sobre coisas que não falava para nenhuma outra pessoa —
disse o delegado João Mário de Omena, responsável pela investigação. Aline
lembrou que foi consolada pela assassina quando descobriu o
desaparecimento do filho no Instituto Medianeira, colégio católico onde
João Felipe foi levado pela manicure para ser assassinado. Horas depois,
o corpo do menino foi encontrado dentro de uma mala na casa onde Suzana
do Carmo morava, na área central de Barra do Piraí. — A Aline
está destruída. Chorava o tempo todo no depoimento e pedia ajuda,
dizendo que essa situação não pode ficar impune. Ela se sentiu traída —
explicou o delegado. Rafael Fernandes: "Suzana pegou o meu cartão e perguntou quanto custava a corrida do colégio ao hotel" Foto: Bruno Gonzalez / ExtraO taxista Rafael Fernandes, que levou Suzana e João Felipe até o
hotel, conta que a manicure brincava com o menino dentro do carro, a
caminho do local onde ele seria morto. — Estava
no ponto de táxi quando a Suzana pegou o meu cartão e perguntou quanto
custava a corrida do colégio ao hotel. No caminho, disse que era colega
da mãe do João e que ele iria ficar com ela, porque a mãe tinha um
compromisso. Quando chegamos perto da escola, ela começou a falar ao
celular. Aí, disse: “Pega ele para mim?”. Ele já estava esperando — Ela
ficava fazendo cócegas nele no caminho para o hotel. Quando paramos, ela
disse: “Daqui a pouco, sua mãe vai te buscar”. Passaram uns 40 minutos e
ela ligou, perguntando: “Quem entregou o João na escola? Ele não estava
autorizado”. Depois, veio um senhor no ponto do táxi, dizendo que o
menino tinha sido sequestrado.
Rafael contou ao EXTRA o que aconteceu no trajeto entre a escola e o hotel onde João Felipe foi assassinado. Assista ao vídeo:
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