quarta-feira, 20 de março de 2013

Protesto contra pastor Feliciano reúne movimentos sociais em Goiânia


Ele foi nomeado presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.
Deputado fez declarações polêmicas em redes sociais sobre africanos e gays.


Protesto contra o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC), em Goiânia, Goiás (Foto: Adriano Zago/G1)Estudante carrega cartaz durante manifestação
(Foto: Adriano Zago/G1)
Manifestantes promoveram na manhã desta quarta-feira (20), em Goiânia, um protesto contra a nomeação do pastor e deputado federal Marco Feliciano à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM). Cerca de 400 pessoas se encontraram em frente à Assembleia Legislativa, no Setor Oeste, e saíram em caminhada até a sede do Partido Socialista Cristão (PSC), ao qual o pastor é filiado, localizado no Setor Sul. Lá, eles tentaram falar com algum representante do partido, mas ninguém apareceu.
Antes da caminhada, os manifestantes entraram no saguão da assembleia e gritaram: "Fora Feliciano". Frases em cartazes e discursos demonstraram a insatisfação dos manifestantes sobre a nomeação de Marco Feliciano para a CDHM. “Estou militando por direitos iguais e respeito. Nossa comunidade precisa protestar pedindo dignidade. Agora é hora de pedir um ‘Fora Feliciano’. Uma pessoa preconceituosa assim não nos representa”, disse o presidente do Grupo Eles por Eles, Odílio Torres. 
Um estudante da Universidade Estadual de Goiás (UEG) carregava um cartaz repudiando a nomeação do pastor. “Sua ignorância e seu preconceito não me representam”, dizia a frase. Ao lado dele, o militante do Movimento das Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis (LGBT), Rafael Nogueira, também protestava. “Enquanto existirem pessoas como o Feliciano no poder não podemos dizer que vivemos em um país igualitário”, disse ao G1.
Além de representantes de grupos feministas, estudantes, líderes de movimentos sociais e grupos de religiões africanas, a manifestação contou com participação de diversos de entidades ligadas à Comissão de Direitos Humanos, inclusive do deputado Mauro Rubem (PT), que representa a entidade na Assembleia Legislativa. “Fico muito preocupado com um individuo como o Feliciano ousar entrar no Comitê de Direitos Humanos. Precisamos lutar pela democracia e nos juntar para defendermos nossos direitos e nossas diferenças”, ressalta.
Ao G1, a assessoria de imprensa do pastor Marco Feliciano disse que o deputado entende a manifestação como um direito democrático e legítimo do povo, "desde que haja ordem". O parlamentar condena protestos como os que ocorreram em Franca e em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, onde, segundo a assessoria, houve pichações e depredação de igrejas evangélicas.
Protesto contra o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC), em Goiânia, Goiás (Foto: Adriano Zago/G1)Manifestantes entram no saguão da Assembleia Legislativa (Foto: Adriano Zago/G1)
Revolta
Enquanto a caminhada não começava, os organizadores deram oportunidade para que os manifestantes pudessem falar porque estavam participando do protesto. O DJ Renato Borges se disse indignado com a nomeação do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC) à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. “Muitas pessoas me perguntaram se estava na manifestação porque tinha ‘saído do armário’. Porém, respondi que sou heterossexual. Estou aqui porque luto pela democracia e não sou racista, homofóbico ou estelionatário. Sou contra qualquer tipo de preconceito e aprendi desde criança respeitar as diferenças e conviver com elas”, desabafou.
Vestida com trajes africanos, a presidente do Conselho Estadual da Mulher (CONEM) e professora da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Ângela Esteu Café, argumentou: “Enquanto estiver representando uma entidade religiosa e sendo professora, não posso concordar com a postura de um representante que defende seus direitos pessoais. Tudo que fere a democracia e a violação dos direitos humanos deve ser repudiada. Escolher esse cidadão para representar a comissão é um absurdo”.
Protesto contra o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC), em Goiânia, Goiás (Foto: Adriano Zago/G1)Por causa do protesto, trânsito ficou lento na Avenida 83, no Setor Sul (Foto: Adriano Zago/G1)
A estudante de Artes Visuais da UEG Taína Bruno Roberto Braga disse que a mobilização da comunidade goianiense “representa a liberdade das diferenças". E emendou: "As pessoas devem respeitar a escolha de cada um. Uma pessoa como o pastor Feliciano não nos representa”.
Um dos organizadores do protesto na capital, Adriano Ferreto afirmou ao G1 que a manifestação representa a voz da população que luta pela democracia. “Esse movimento representa mais do que um grito de indignação. A Comissão de Direitos Humanos e Minorias não pode ser representada por alguém que seja homofóbico e racista. E, vamos manifestar até que outra postura seja tomada”, afirma Adriano Ferreto, que é representante do Grupo Diversidade.
Polêmica
O pastor Marco Feliciano é acusado de racismo e homofobia. Em 2011, publicou em seu Twitter declarações sobre africanos e homossexuais. "Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids, fome... etc", escreveu. Porém, anteriormente ele havia publicado outra frase nas redes sociais: "A podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime e à rejeição".

Marco Feliciano é alvo de dois processos no Supremo Tribunal Federal (STF), uma ação penal por estelionato e um inquérito no qual foi acusado de homofobia. O novo presidente da Comissão de Direitos Humanos tem sido alvo de protestos em todo o país.
Protesto contra o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC), em Goiânia, Goiás (Foto: Adriano Zago/G1)Cartazes são colados no portão da sede do PSC, em Goiânia  (Foto: Adriano Zago/G1)

Papa confirma que vai à Jornada no Brasil e visitará Aparecida, diz Dilma


Presidente foi a primeira a ser recebida por Papa após missa inaugural.
Dilma brincou ao dizer que o 'Papa é argentino, mas Deus é brasileiro'.


Dilma se encontra com Papa Francisco no Vaticano (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)Dilma se encontra com Papa Francisco no Vaticano (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
Depois de se encontrar reservadamente com o Papa Francisco na manhã desta quarta-feira (20) no Vaticano, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o pontífice confirmou sua presença na Jornada Mundial da Juventude, que ocorre em julho no Rio de Janeiro, de acordo com assessoria de imprensa do Planalto.
Segundo a presidente, que reforçou ter sido a primeira pessoa a ser recebida pelo Papa após a missa inaugural, Francisco também visitará a cidade de Aparecida, onde fica a maior basílica do Brasil, no interior de São Paulo.
A reunião com Papa, que começou às 11h no horário local, 7h, em Brasília, durou cerca de meia hora e foi “bastante interessante”, segundo a presidente.
Questionada por um repórter argentino sobre o que achava do Papa, Dilma respondeu que Deus é brasileiro: "Eu acho que vocês têm muita sorte, vocês têm um grande papa. A Argentina está de parabéns. Agora, a gente sempre diz, o papa é argentino, mas Deus é brasileiro".
Dilma afirmou que o Papa Francisco espera uma presença grande de jovens na Jornada porque ele é “o primeiro em várias coisas”.
“Ele estava me dizendo que espera uma presença grande dos jovens na medida em que ele é o primeiro Papa. Ele é o primeiro em várias coisas. Ele é o primeiro Francisco, o primeiro jesuíta, o primeiro latino-americano, o primeiro argentino, e ele espera a presença massiva de jovens”, afirmou.
A presidente afirmou que o Papa se lembrou de uma conversa que teve com ela em Aparecida, em 2007.
“Logo depois da grande participação dele [na Jornada], ele vai a Aparecida e até me lembrou que, em 2007, esteve em Aparecida, me deu inclusive um livro que é a síntese do que eles fizeram em Aparecida em 2007, que foi uma conferência de bispos latino-americanos. Ele me disse assim: você não lê tudo, porque você pode se aborrecer, então, você pegue o índice e pegue os assuntos que te interessarem e vai lendo aos poucos”, disse.
Santa Maria
Segundo Dilma, o Papa disse que o Brasil demonstrou “força e ternura” após a tragédia em Santa Maria, Rio Grande do Sul.
“Ele também me deu um conselho e me disse: eu fiquei muito comovido com a questão que ocorreu em Santa Maria e acho que a gente tem na vida que demonstrar força e ternura e, em Santa Maria, o Brasil demonstrou força e ternura. Eu fiquei muito agradecida também e acho que ele será um Papa muito importante para o momento que nós vivemos”, disse.
* com agências internacionais EFE e AP

No Congresso, prefeitos pedem nova fonte de financiamento para a saúde

Prefeitos de capitais se reuniram com parlamentares nesta quarta-feira (20).
Eles também querem aumento do limite anual da dívida dos municípios.



O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), fala no encontro de prefeitos de capitais com os presidentes da Câmara e do Senado (Foto: Luis Macedo / Agência Câmara) 
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), fala no encontro de prefeitos de capitais com os presidentes da Câmara e do Senado
(Foto: Luis Macedo / Agência Câmara)
Reunidos com senadores e deputados no Congresso Nacional, prefeitos de capitais pediram nesta terça-feira (20) a aprovação de um projeto quer crie uma nova fonte de financiamento para a saúde.
“A nossa fonte de financiamento para a saúde está limitada. Todos os municípios investem muito acima dos 15% obrigados pela Constituição. Somos defensores do Sistema Único de Saúde, mas para isso precisamos de mais fontes de financiamento e também de mais médicos”, disse o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT).
Para o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), não adianta o governo federal entregar Unidades Pronto Atendimento (UPAS) aos municípios, pois o custeio é mais caro do que a construção das instalações.
“Se por um lado o número de médicos é importante, por outro lado não adianta implantar novas UPAS. Construir é mais barato do que custear. Precisamos de nova fonte de financiamento para a saúde”, disse.
Em 2007, o Congresso derrubou a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), imposto destinado a saúde, que representava mais de R$ 40 bilhões em receitas todo ano. Desde então, prefeitos e governadores pedem a aprovação de um novo tributo para ampliar as verbas do setor.
Os prefeitos das capitais também pediram ao Congresso a votação de proposta que amplia a o limite anual de endividamento dos estados e municípios. Um projeto de resolução do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) aumenta para 30% da receita corrente líquida o montante de operações que estados e municípios podem contrair em empréstimos. Hoje o teto é de 16%.
“É um importante o aumento do limite anual do endividamento dos estados”, disse o presidente da Frente Nacional dos Prefeitos. José Coser (PT), prefeito de Vitória. Os governantes defenderam ainda a mudança do indexador da dívida dos estados e municípios, hoje baseado no IGP-DI, mais 9% ao ano. O percentual total está torno de 17%.
Coser também defendeu, assim como os governadores que se reuniram na semana passada com os parlamentares, que o Congresso aprove uma proposta que impeça a votação de projetos que aumentem os gastos dos estados e municípios sem apontar a receita.
Outra proposta em consonância com a dos governadores é a de aumentar a base de cálculo do Fundo de Participação dos Estados e do Fundo de Participação dos Municípios. Prefeitos e governadores pediram a inclusão de parcela da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)  nos dois fundos de repasses da União para estados e municípios.
Atualmente os fundos são compostos por 21,5% do que a União arrecada anualmente com IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e Imposto de Renda (IR). “Temos um desafio que é permitir que a base para a formação do FPE possa ser ampliada com a Cofins e a CSLL. Para a maioria das cidades brasileiras e regiões do Nordeste, é muito significativa a receita do FPE”, disse o presidente da Frente Nacional dos Prefeitos.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), enfatizou na reunião a importância de ampliar os financiamentos da União às prefeituras das capitais. Ele defendeu que o Plano de Ajuste Fiscal, hoje concedido a governadores, seja ampliado para as prefeituras de capitais.
Mediadores
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) disse que os líderes partidários servirão de mediadores entre os prefeitos e o governo federal para negociar as demandas dos municípios. Ele afirmou que terá uma “discussão franca” com a área econômica.
“Quem está precisando de muito, tem que pedir muito. Agora, a viabilidade, vamos analisar caso a caso e ter uma discussão franca com a área econômica do governo. Temos que conciliar a visão do Executivo com a visão dos executivos municipais para que a gente possa conciliar os interesses e atender a essa demanda”, afirmou o presidente.
Para Alves, a Câmara tem o dever de ser “sensível” às reivindicações dos prefeitos. “O cidadão que mora no município, na capital, na cidade, ele que é o dono da Casa, ele que tem, portanto, a responsabilidade de exigir dessa Casa”, afirmou.
O presidente da Frente Nacional dos Prefeitos e ex-prefeito de Vitória, João Coser, destacou três das principais reivindicações levadas pelos prefeitos. A primeira delas é a dívida, desde a capacidade maior de endividamento dos municípios, segundo disse, até o “tratamento isonômico” dos governadores.
Ele destacou ainda a importância do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). “Você não pode fazer política fiscal ou tributária tirando recurso da base do FPM. Nós precisamos garantir que o FPM tenha sim condições de suprir as necessidades elementares de cada cidade”, afirmou.
Os prefeitos pedem ainda mais médicos para a rede pública e maior aporte de recursos para mobilidade urbana. Coser disse que há uma demanda para que haja vinculação da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide), tributo que incide sobre combustíveis, ao preço das passagens do transporte público.
“Queremos mais recurso para a mobilidade urbana e barateamento do preço da passagem, inclusive criando a possibilidade de vincular um tributo como a CIDE para reduzir o preço da passagem”, disse Coser.

Câmara aprova novas regras para horas extras de funcionários


Hora extra noturna será restrita a funcionários que fizerem 40h por semana.
Novas regras passam a valer a partir de abril, segundo primeira-secretaria.


A Mesa Diretora da Câmara aprovou nesta quarta-feira (20) novas regras para o pagamento de horas extras aos servidores da Casa, segundo informou o primeiro-secretário, deputado Márcio Bittar (PSDB-AC). As medidas passam a valer a partir de abril.
As novas regras prevêem implantação de ponto eletrônico, banco de horas e quadro mínimo de servidores concursados nos gabinetes. Também estabelecem que somente os funcionários que trabalharem pelo menos 40 horas semanais terão direito à hora extra paga nos dias em que as sessões se estenderem para depois das 19h. As horas extras noturnas são limitadas a duas por sessão.
A regulamentação das horas extras faz parte de uma série de iniciativas do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para tentar melhorar a imagem do Legislativo.
Em janeiro, durante sua campanha para a presidência da Câmara, Alves foi alvo de denúncias de irregularidades - ele sempre negou as acusações. Desde que assumiu, o deputado já articulou o fim dos 14º e 15º salários pagos aos parlamentares e também a apreciação dos vetos presidenciais em no máximo 30 dias.
Em 2012, a Câmara desembolsou R$ 42,2 milhões para bancar despesas com hora extra de servidores e cargos em confiança. A estimativa é que, com a adoção das novas normas, essa despesa seja reduzida pela metade.
A previsão da 1ª Secretaria da Câmara, espécie de prefeitura do parlamento, é de que os gastos com a gratificação neste ano poderiam ultrapassar os do último ano, quando houve um "recesso branco"  durante a campanha eleitoral. Em 2011, as horas extras custaram R$ 58,4 milhões à Casa.
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse que as novas regras “estão de bom tamanho” para o esforço inicial que a Casa vem fazendo para aumentar o rigor dos gastos. Segundo ele, haverá “uma redução bastante razoável nos custos”.
“É um esforço de tentar reduzir aqueles gastos que sejam excessivos e que possam ter uma boa fiscalização nesse procedimento”, afirmou Alves após participar de uma reunião entre líderes partidários e prefeitos de capitais.
Alves disse ainda que o “bom servidor” apóia as novas regras. “Sabemos que o bom servidor, o bom funcionário, ele está a favor porque ele não quer privilégio, ele quer realizar o seu trabalho e uma remuneração justa por ele”.

'Não atiro em pessoas', afirma cantor Hudson preso com arma em Limeira


Músico sertanejo foi liberado após pagar fiança de R$ 6 mil na delegacia.
Ele é colecionador e membro da Associação Limeirense de Tiro ao Alvo.


O cantor sertanejo Udson Cadorini Silva, de 40 anos, o Hudson, da dupla Edson & Hudson, disse que esqueceu que tinha armas dentro do carro em que estava ao ser preso na madrugada desta quarta-feira (20), em Limeira (SP). Ele foi liberado após pagar fiança.
“Eu saí para buscar meu carro que estava com a minha filha. Ia sair com a BMW, mas peguei a caminhonete e esqueci que as armas estavam no veículo. Então a polícia me parou e achou as armas”, disse o cantor em entrevista por telefone ao G1 na manhã desta quarta.
Em relação as duas armas Hudson disse ainda que não aconteceu nada de mais. “Apresentei todas as documentações na delegacia para provar.” “Eu não tenho armas para atirar em pessoas. Apenas sou colecionador”, disse o cantor.
Arma, munição, faca e soco inglês apreendidos com o cantor Hudson, da dupla Edson & Hudson (Foto: Reprodução EPTV)Arma, munição, faca e soco-inglês que estavam
com o cantor Hudson  (Foto: Reprodução EPTV)
O sertanejo foi preso em flagrante com uma pistola 308 e um revólver calibre 38, além de um soco-inglês, uma faca e um canivete. As armas estão regularizadas, mas o cantor não tem permissão para carregá-las em vias públicas, segundo informações da Polícia Civil. Hudson pagou R$ 6 mil e responderá pelo crime em liberdade. O cantor confirmou o pagamento da fiança, apesar de seu advogado ter negado a informação inicialmente.
“Estou triste, mais uma vez fui injustiçado”, disse o sertanejo. Hudson negou que tenha ameaçado a ex-mulher do primeiro casamento e ainda afirmou que recebeu ameaças por parte dela. “Não houve ameaça da minha parte, tenho mensagens no celular que provam que foi o contrário.”
Cantor Hudson, no momento em que foi detido por porte ilegal de arma, em Limeira (Foto: reprodução EPTV)Cantor Hudson ao deixar delegacia de Limeira, na
manhã desta quarta-feira (Foto: reprodução EPTV)
Hudson ainda comentou que os problemas com a ex-mulher começaram quando ela soube que ele havia convidado a namorada e os pais para acompanharem uma turnê da dupla no exterior. “É tudo picuinha, não sei como ela ficou sabendo e depois disso começou a mandar mensagens para mim. Ela achou que eu ia mudar para a Europa, mas só temos uma turnê daqui a dois meses e depois vamos voltar.”
A assessoria de imprensa do cantor informou que Hudson ao lado do irmão Edson segue normalmente com a agenda de divulgação do novo trabalho da dupla, o DVD "Faço um Circo Pra Você".
Cantor Hudson, da dupla sertaneja Edson & Hudson (Foto: Reprodução EPTV)Cantor Hudson, da dupla sertaneja Edson & Hudson (Foto: Reprodução EPTV)

Em primeira visita oficial a Israel, Obama pede paz na Terra Santa

Presidente americano reafirmou compromisso com segurança israelense.
Ele também vai visitar os Territórios Palestinos.


O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta quarta-feira (20) em Israel que "a paz deve chegar à Terra Santa", pouco depois de chegar ao país em sua primeira viagem oficial como presidente dos Estados Unidos, em uma tentativa de aliviar as tensões com seus anfitriões e definir a política para a Síria e o Irã.
O avião presidencial Air Force One aterrissou pouco depois do meio-dia local no aeroporto de Ben Gurión de Tel Aviv, onde foi recebido sob um sol resplandescente pelo presidente Shimon Peres, pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e pelo embaixador americano em Israel, Dan Shapiro.
"A paz deve chegar à Terra Santa. Nunca perderemos de vista a paz entre Israel e seus vizinhos" árabes, especialmente palestinos, declarou Obama em um breve discurso.
"Nossa aliança é eterna", afirmou o presidente, ressaltando que os Estados Unidos sentem-se "orgulhosos de serem o principal aliado de Israel".
O presidente israelense, Shimon Peres, destacou "o apoio inquebrável" de Obama a Israel. 'Em tempos de paz, em tempos de guerra, seu apoio a Israel é inquebrável', disse Peres.
O primeiro-ministro de Israel, por sua vez, agradeceu nesta quarta-feira ao presidente americano "por defender sem ambiguidade o direito de Israel de existir e por ter defendido com coragem este direito perante as Nações Unidas", em referência à oposição de Washington às questões dos palestinos para obter o reconhecimento de seu Estado, ocorridas no ano passado.
Barack Obama deixou o aeroporto de Tel Aviv de helicóptero para ir a Jerusalém, onde se reunirá nesta quarta-feira com Peres, em primeiro lugar, e com Netanyahu, posteriormente, com quem mantém uma relação pessoal notoriamente fria.
Na primeira viagem de seu segundo mandato, o presidente dos Estados Unidos também deve visitar na quinta-feira os Territórios Palestinos, mas com o único objetivo declarado, antes da visita, de escutar, e não de lançar uma iniciativa para a paz.
Em um artigo publicado nesta quarta-feira pelo jornal israelense "Haaretz", o negociador palestino Nabil Chaath afirmou que, "infelizmente, o presidente Obama ficará apenas umas poucas horas" nos Territórios Palestinos, em referência ao seu encontro com o presidente palestino Mahmud Abbas em Ramallah na quinta-feira e a sua visita à basílica da Natividade de Belém (Cisjordânia) na sexta-feira.
Chaath também convocou o presidente americano a deixar de preconizar uma retomada das negociações de paz com Israel, suspensas em 2010, para passar à ação.
"Muitas vidas de palestinos e o capital político poderiam ter sido salvos nestes últimos quatro anos se o presidente Obama tivesse mostrado a determinação de favorecer as negociações com uma solução de dois Estados", disse Chaath, que lamentou que o presidente dos Estados Unidos não tenha perseverado no caminho traçado em seu discurso do Cairo em 2009.
A viagem, dominada pela crise nuclear iraniana, ocorre dois dias após a investidura do novo governo do primeiro-ministro israelense, que fixou como "principal prioridade a defesa e a segurança" pelas ameaças muito graves provenientes, segundo ele, de Irã e Síria.
O discurso que Obama pronunciará na quinta-feira em Jerusalém diante de centenas de jovens é visto pelos comentaristas israelenses como um contraponto ao discurso do líder americano no Cairo há quatro anos, que provocou diversas críticas em Israel.
'Relação especial'
A popularidade do presidente Obama entre os israelenses, embora esteja em alta, permanece modesta.
Segundo uma pesquisa do "Jerusalem Post", 36% dos israelenses consideram que o presidente americano é mais favorável aos palestinos, enquanto 26% pensam o contrário.
A imprensa destacava nesta quarta-feira a efervescência que reina em Israel desde o início da semana.
O jornal popular "Yediot Aharonot" dizia "Bem-Vindo", em hebraico e em inglês, e destacava a relação especial entre os Estados Unidos e Israel. "God bless you. God bless the United States of America", concluía.
O jornal de direita "Maariv", no entanto, lembrava Jonathan Pollard, condenado em 1987 à prisão perpétua nos Estados Unidos por espionagem em benefício de Israel, e o jornal "Yediot" criticava Obama e o acusava de visitar Israel com "uma mala cheia de palavras", mas sem um plano de paz.
Obama também depositará na sexta um ramo de flores no túmulo do fundador do sionismo, Theodor Herlz, e do primeiro-ministro assassinado Isaac Rabin, antes de visitar o memorial do Holocausto de Yad Vashem.
Coincidindo com esta visita, o presidente russo, Vladimir Putin, convidou Netanyahu a Moscou, após a formação de seu novo governo.
Presidente dos EUA, Barack Obama ,  entre o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu (à direita) e presidente Shimon Peres (à esquerda) escutam hino nacional noaeroporto de Israel nesta quarta-feira (20) (Foto:  AFP PHOTO / JACK GUEZ)Presidente dos EUA, Barack Obama , entre o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu (à direita) e presidente Shimon Peres (à esquerda) escutam hino nacional noaeroporto de Israel nesta quarta-feira (20) (Foto: AFP PHOTO / JACK GUEZ)

Moradores aguardam a revitalização da rua Bandeirantes


  

Vereadora Val Mota teve sua solicitação aprovada na ultima terça-feira.
JOÃO LISBOA – A vereadora Val Mota (PSDC), solicitou na ultima terça-feira (19), ao Poder Executivo juntamente com a Secretaria de Obras o recolhimento dos bloquetes que se encontram na antiga garagem da secretaria de obras, a fim de serem utilizados na recuperação da rua Bandeirantes, no trecho compreendido entre a rua 1º de Maio e rua 11 no centro da cidade. |Indicação nº 057/13|
“A solicitação vem atender aos moradores daquela rua, devido à referida se encontrar em condições intrafegáveis. Vale ressaltar que os bloquetes ora  armazenados serão de grande utilidade para suprir as necessidades de revitalização da rua Bandeirantes”, disse a vereadora Val Mota.
            A estudante Marilene (20), residente da rua Bandeirantes, enfatizou que há muitos anos os moradores sonham com a pavimentação da rua. “Seria muito bom, se arrumassem a nossa rua. Estarei torcendo para que isso aconteça”.
            A vereadora ainda teve aprovada a indicação nº 053/13, que enfatiza a adesão do município ao Projeto Cidade Digital – PAC – Ministério da Comunicação.
            O referido Projeto facilitará a adequação do Pode Público ao pacto pela transparência, proposto pelo Poder Judiciário, haja vista, fornecer suporte tecnológico de programas e sinal de internet. Alem disso, possibilitar acesso da internet móvel  em logradouros públicos.

|Da Assessoria|

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